Ana Elisabeth

SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA E, A E C NA DIMINUIÇÃO DOS SINTOMAS DA QUIMIOTERAPIA PARA O CÂNCER

Ana Elisabeth Rafael Izidio1; Rebeca Karine da Silva1; Renata Adrielle Lima Vieira2; Sabrina Gomes Ferreira Clark3.

1- Graduanda em Nutrição no Centro Universitário Mauricio de Nassau.

2- Mestre em Saúde e Nutrição (UFOP).

3- Nutricionista Especializada em Oncologia (HCP/IMIP).


RESUMO

O câncer é considerado um problema de saúde pública, sendo a segunda causa de morte no Brasil, matando 190 mil pessoas por ano. Estudos apontam que a suplementação de antioxidantes como as vitaminas E, A e C pode auxiliar no tratamento quimioterápico antineoplásico reduzindo seus efeitos colaterais. O objetivo desta pesquisa consistiu em discutir, através da literatura existente, o uso de vitaminas E, A e C na diminuição dos efeitos colaterais da quimioterapia para câncer. Realizou-se uma revisão de literatura por meio das bases de dados Scielo, Lilacs, PubMed e Bireme, nos idiomas português e inglês, publicados no período 2010 a 2018. As vitaminas E, A e C mostraram-se eficientes na atenuação dos efeitos colaterais provocados pelos agentes antineoplasicos, apesar de alguns autores não especificarem uma dosagem ou estabelecerem uma recomendação. Além de uma maior exploração do assunto e variadas formas vitamínicas, ainda é preciso elucidar tais benefícios em relação às respectivas dosagens, frequência, vias de ação e riscos associados.

Palavras-chave: vitamina A, vitamina E, vitamina C, quimioterapia, câncer, antioxidantes. 


1. INTRODUÇÃO

O câncer é considerado um problema de saúde pública, sendo a segunda causa de morte no Brasil, matando 190 mil pessoas por ano. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2015), trata-se de uma multiplicação desordenada das células que compõem os órgãos e tecidos, podendo evoluir em metástase, ou seja, a doença pode dissipar para outras regiões do corpo, por fatores internos ou externos. (BAÚ; HUTH, 2011). É classificado em: benigno, quando formada uma massa localizada de células ou, como maligno mediante o desenvolvimento de tumores ocasionando além do acumulo de células, sua alta diferenciação em relação ao tecido de origem (SANTOS; LATTARO; ALMEIDA, 2011).

No Brasil o câncer é classificado em 19 tipos entre eles destacam-se os seis mais prevalentes nas regiões nordeste, sul e sudeste, excluindo-se o câncer de pele não melanoma: próstata; mama feminina; colo do útero; traqueia, brônquio e pulmão; colón e reto; estômago (INCA, 2018).

De acordo com a estimativa de 2011 da Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer ocupa a segunda causa por mortes, quando comparado às doenças coronárias. Segundo a transição demográfica e epidemiológica global, o câncer nas próximas décadas refletirá uma carga cada vez maior, em especial para os países de baixa e média renda. Sendo assim, milhões de novos casos de câncer são esperados em 2025 (FERLAY et al., 2015).

Em células tumorais os distúrbios do metabolismo são comuns, aumentando assim o estresse oxidativo. Segundo Cutler (2005), este é definido como um desequilíbrio entre antioxidantes e espécies reativas de oxigênio (EROs),favorável a estas. As EROs têm importante papel fisiológico em baixas concentrações, já em altas concentrações causam lesões irreversíveis através de alterações oxidativas em lipídios, proteínas e no ácido desoxirribonucleico (DNA). Nesse contexto, pressupõese que alterações nestas estruturas estejam ligadas ao desenvolvimento do câncer (ALMONDES et al., 2010).

Dentre os procedimentos empregados para o tratamento do câncer estão a radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, hormonioterapia e a cirurgia oncológica. Sendo, a quimioterapia a modalidade mais utilizada (SOARES; SILVA, 2010). O tratamento consiste em um grupo com mais de 300 drogas que atuam ao nível celular para impedir o crescimento das células. No entanto, essas drogas não são seletivas e afetam também tecidos sadios, impedindo a formação de um novo (DNA), bloqueando assim as funções essenciais da célula ou induzindo a apoptose (TARTARI; BUSNELLO; NUNES, 2010).

Na maioria dos casos, pacientes com câncer avançado perdem peso no decorrer do tempo, evoluindo para a caquexia do câncer, um distúrbio progressivo de perda de peso e massa muscular involuntária (DUVAL et al., 2010). Os efeitos clínicos da desnutrição se manifestam por dificuldade de cicatrização, déficit de capacidade funcional, aumento do risco de infecção e toxicidade do tratamento (SILVA; PINHEIRO; ALVES, 2012).

Os antioxidantes são substâncias que mesmo presentes em baixas concentrações, são capazes de atrasar ou inibir as taxas de oxidação. A classificação mais utilizada para estas substâncias se dividem em dois sistemas, o enzimático, composto pelas enzimas produzidas no organismo e o não enzimático, fazendo parte deste grupo às vitaminas (VASCONCELOS et al., 2014). Visto que, os mesmos previnem ou diminuem os danos oxidativos causados pelas espécies reativas de oxigênio e possuem a capacidade de reagir com os radicais livres, restringindo assim os efeitos maléficos ao organismo (COUTO; BRAZACA, 2010).

Estudos apontam que a suplementação de antioxidantes, como vitamina E, A e C, juntamente a administração de drogas antineoplásicas tem apresentado benefícios ao tratamento de pacientes oncológicos como a redução de efeitos colaterais e a potencialização do mecanismo de ação das drogas permitindo melhores resultados no controle do câncer. Entretanto para uma administração segura e eficaz desta terapêutica adjuvante se faz necessário um maior conhecimento acerca das vitaminas utilizadas, dosagem, estágio da doença e do tratamento bem como a localização do tumor (ROHENKOHL; CARNIIEL; COLPO, 2011).

Os conhecidos benefícios promovidos pelos antioxidantes somam-se e potencializam o efeito das drogas antineoplásicas, podendo até reduzir a dosagem do medicamento sem interferir no seu efeito terapêutico e restringindo os efeitos colaterais causados por essas drogas. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar o padrão de uso de vitaminas E, A e C visando efeitos colaterais da quimioterapia para câncer.

2. METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão bibliográfica, com consultas às bases de dados: Scientific electronic library online (Scielo), literatura Latino-Americana e do Caribe em ciências da saúde (Lilacs), Pubmed, Centro Latino-Americano e do Caribe de informação em ciências da saúde (Bireme), a fim de identificar artigos científicos sobre a temática publicados no período entre 2010 e 2018. Utilizando-se os seguintes descritores em saúde: vitamina A, vitamina E, vitamina C, quimioterapia, câncer e antioxidantes. Foram selecionados 26 artigos, dos quais permaneceram 15 que correspondiam aos objetivos propostos. Na literatura, o estabelecimento de recomendações para a suplementação de vitaminas ainda é controverso, entretanto obtivemos resultados passíveis de discussão.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 Principais tipos de câncer por sexo e seus fatores causais

As neoplasias são classificadas em benignas ou malignas. Os tumores benignos como: lipoma, mioma e adenoma possuem crescimento lento, organizado, expansivos e se delimitam. Sendo capaz de comprimir órgãos e tecidos adjacentes, embora não invadam os tecidos vizinhos. Já os tumores malignos são mais agressivos, invadindo os tecidos vizinhos e provocando metástases, resiste ao tratamento e por vezes acabam resultando na morte do indivíduo (INCA, 2011).

De acordo com a estimativa do INCA para 2018, são esperados 68.220 casos para câncer de próstata; 31.270 casos para o câncer de traqueia, brônquio e pulmão; 36.360 casos para câncer de colón e reto; 13.540 casos para o câncer de estômago; 59.700 casos para o câncer de mama; 16.370 casos para o câncer do colo do útero.

O câncer de próstata corresponde a 12% das causas de mortalidade em todo o mundo, o único fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento do câncer de próstata é a idade, aproximadamente 62% dos casos diagnosticados ocorrem em homens com 65 anos ou mais. Constitui-se uma preocupação de saúde muito importante quando se considera o significativo aumento da expectativa de vida da população (MOSCHETA; SANTOS, 2012).

Aspectos étnicos e geográficos são fatores de risco. Sendo duas vezes mais comum em homens negros quando comparando-se aos brancos. Além disso, é possível que essa diferença entre negros e brancos se dê também ao estilo de vida, fatores dietéticos ou por dificuldades no acesso ao diagnóstico. Ressalta-se também a relevância da hereditariedade, se um parente de primeiro grau é portador da doença, o risco é 2 vezes maior do indivíduo também possuir (DAMIÃO et al., 2015).

O câncer de mama esporádico equivale a 90% dos casos de mama em todo o mundo. Pesquisas comprovam que seu desenvolvimento está rigorosamente ligado à produção de esteroides sexuais. No entanto, as neoplasias do tipo hereditário correspondem de 5 a 10% dos casos, se relacionando com as alterações de genes supressores de tumor (JUNIOR; SOARES, 2012).

As principais causas para o desenvolvimento do câncer de mama são o histórico familiar, idade, menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, nuliparidade e reposição hormonal (MARSICANO et al., 2014).

Essa neoplasia afeta principalmente as mulheres por volta dos 40 a 60 anos, sendo raro antes dos 35 anos. Entretanto, estudos demonstram um aumento mundial em sua incidência, acometendo os mais jovens (SILVA; RIUL, 2011).

Conhecido por ter sua evolução lenta, o câncer de colo do útero inicialmente tem sua natureza benigna e pode-se acabar evoluindo para o carcinoma invasor. Como leva-se um tempo para seu desenvolvimento, considera-se raro o seu desenvolvimento em mulheres entre os 30 anos, sua incidência é aumentada na faixa dos 45 a 50 anos (SILVA et al., 2014).

A ocorrência do câncer de colo do útero dá-se principalmente através da infecção adquirida por contato sexual, tendo como agente papiloma vírus humano (HPV). No entanto, para evolução, manutenção e progressão se faz necessário outros fatores, tal como: tabagismo, muitos parceiros sexuais, contraceptivos orais, baixa ingestão de vitaminas, iniciação sexual precoce, coinfecção por agentes infecciosos, entre outros (PIMENTEL et al., 2011).

Estudos iniciais demostram que o risco das mulheres desenvolverem câncer de pulmão é mais baixo quando comparado aos homens. Contudo, essa relação homem e mulher vêm declinando atualmente. Associa-se o tabagismo como o principal causador para o câncer de pulmão, seguido de poluição atmosférica, exposições a elementos químicos, presença de doenças pulmonares de base e presença de alterações genéticas (IBIAPINA, 2012).

A exata causa para o câncer do cólon e reto ainda é desconhecida, mas na literatura encontram-se alguns fatores de risco considerados para essa neoplasia como: idade acima dos 50 anos; história familiar; história pessoal pregressa de câncer do ovário; endométrio ou mama; dieta hiperlipídica; dieta hiperproteíca; baixo consumo de frutas, vegetais e cereais; obesidade; sedentarismo; álcool em excesso; doenças inflamatórias do cólon (VIEIRA et al., 2013).

Particularmente, para o câncer gástrico, estudos revelam os fatores ambientais, especialmente alimentares, na sua patogenia (CARVALHO et al., 2011).

No Brasil, ele ocupa a 4º posição entre os homens e a 5º entre as mulheres (INCA, 2014). Um dos principais fatores investigados tem sido a infecção pelo Helicobacterpylori, através do desenvolvimento da gastrite crônica, atrofia da mucosa e metaplasia intestinal e, conseqüentemente, participação na cadeia de eventos da gênese do câncer de estômago (BRESCIANE et al., 2011).

O tratamento inclui várias modalidades entre eles a cirurgia, hormonioterapia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo específica ou pela combinação de duas ou mais terapias (BRATEIBACH et al., 2013).

3.2 Tratamento medicamentoso e efeitos colaterais

A quimioterapia é uma das principais modalidades utilizadas para o tratamento do câncer, pois possui um melhor feedback atuando de forma sistêmica. Contudo, essas drogas afetam tanto as células neoplásicas como as células normais, têm como consequência os efeitos colaterais (ÁVILA; SOARES; SILVA, 2013).

As drogas antineoplásicas afetam diretamente o padrão alimentar dos pacientes e consequentemente o estado nutricional, decorrente dos incômodos e alterações fisiológicas do tratamento (SAMPAIO et al., 2012). Os antineoplásicos se classificam de acordo com as famílias: alquilantes; antimetabólicos, inibidores da mitose e outros agentes (CRISANTO, 2012).

Um esquema terapêutico é utilizado para administração dos antineoplásicos de acordo com determinadas finalidades: quimioterapia prévia ou neoadjuvante atua ressecando os tumores ou melhorando os prognósticos; quimioterapia adjuvante ou profilática ocorre após o tratamento cirúrgico quando o paciente não evidencia mais neoplasia maligna; quimioterapia curativa onde sua principal finalidade é a cura, associando-se à cirurgia ou radioterapia, representa o principal tratamento; quimioterapia para controle temporário da doença permitindo uma maior sobrevida, mas sem possibilidade de cura e por fim, a quimioterapia paliativa para sinais e sintomas que comprometem a capacidade funcional, mas não aumenta a sobrevida (INCA, 2011).

Os efeitos adversos da quimioterapia se dividem em agudos ou crônicos, o primeiro inicia-se momentos após a administração das drogas, sendo persistente por alguns dias, enquanto que os crônicos aparecem semanas ou até meses após sua administração (MANSANO-SCHLOSSER; CEOLIM, 2012). Eles ocorrem de acordo com a droga utilizada e sua dosagem, entre eles se destacam a apatia, perda do apetite, perda de peso, alopecia, hematomas, sangramento nasal e bucal, mucosite, náuseas, vômitos e diarreia (CIGOGNA; NASCIMENTO; LIMA, 2010). Estando diretamente ligado ao consumo alimentar comprometendo assim, o estado nutricional e progressão do tratamento medicamentoso.

Incluem-se as toxicidades gastrointestinais, pulmonares, cardíacas, hepáticas, neurológicas, renais, vesicais, dermatológicas, disfunções reprodutivas, alterações metabólicas, reações alérgicas e a fadiga, leucopenia, anemia, trombocitopenia e neutropenia febril (ANDRADE; SAWADA; BARICHELLO, 2013).

Entre os pacientes em tratamento quimioterápico, as náuseas e os vômitos são os efeitos colaterais mais assustadores, pois provocam grande desconforto, prejudicando assim, a condição nutricional, o equilíbrio hidroeletrolítico e a qualidade de vida do indivíduo. Muitas vezes, esses efeitos representam fonte de intensa ansiedade, estresse e cooperam para o abandono do tratamento (SILVA et al., 2014).

As lesões na cavidade oral englobam as mais frequentes complicações da quimioterapia antineoplásica, devido à alta sensibilidade dos tecidos e das estruturas bucais aos efeitos tóxicos das drogas. Devido à neutropenia decorrente do tratamento, as infecções por microorganismos oportunistas são frequentes e tendem a potencializar os sinais e sintomas. As manifestações orais podem ser graves, causando interferência nos resultados do tratamento e levando a complicações sistêmicas importantes (HESPANHOL et al., 2010).

Os sintomas depressivos também são frequentes nos pacientes oncológicos submetidos ao tratamento, relacionando-se a qualidade de vida dos indivíduos afetados, sobretudo ao humor e a fadiga. A fadiga tem sido atribuída a diversas causas, tais como: estado hipermetabólico associado com o crescimento tumoral, competição entre o organismo e o tumor por nutrientes, efeitos colaterais da quimioterapia, ingesta nutricional inadequada associada à náusea e vômitos decorrentes da terapêutica antineoplásica, anemia, distúrbio do sono e a incerteza e medo quanto ao futuro e a morte. Os efeitos colaterais mais habituais são mielo de pressão, alopecia e alterações gastrintestinais (MANSANO-SCHLOSSER; CEOLIM, 2014).

A disfagia possui relação direta com a perda de peso, pois os pacientes apresentam dificuldade para deglutir e por vezes, apresentam medo de engasgar e acaba evitando o alimento. A anorexia é outro sintoma apontado pelos pacientes, levando à desnutrição e caquexia. Observou-se que a alteração do apetite e a anorexia são sintomas de grande prevalência nos pacientes em tratamento. Esses efeitos deixam os pacientes bastante debilitados, atrapalhando assim, o tratamento e diminuindo a qualidade de vida (MARCHIORI; GENARO, 2017).

3.3 Tratamento não-medicamentoso

As fases de iniciação, promoção e progressão de carcinogênese têm sido frequentemente relacionadas ao estresse oxidativo no qual o excesso de radicais livres resulta em dano tecidual, produção e compostos tóxicos ou danosos aos tecidos. O estresse oxidativo ocorre devido o desequilíbrio entre os sistemas prooxidantes e antioxidantes, de maneira que os primeiros sejam predominantes (EKSTRÖM et al, 2011).

Os antioxidantes atuam nas EROS por meio de 3 linhas de defesa. Inicia-se pela prevenção, que propicia proteção contra substâncias agressoras. Em seguida, tem início à interceptação, os antioxidantes agem interceptando os radicais livres, já que uma vez formados provocam ações destrutivas. E por fim, acontece o reparo, no qual as defesas anteriores não se efetivaram e os produtos de destruição pelos EROS continuam se formando, podendo causar acumulo no organismo. Por isso o uso de alimentos antioxidantes pode auxiliar no tratamento desta doença, destacando-se: vitamina A, vitamina C, vitamina E (ROHENKOHL; CARNIEL; COLPO, 2011).

3.4 Vitaminas e suas funções

O α-tocoferol é a forma mais importante da vitamina E, pois, possui função protetora para os tecidos contra os ataques dos radicais livres. Além disso, tem capacidade de reduzir lesões renais e previne a alopecia desencadeada pelo tratamento. A vitamina E inibi o crescimento das células malignas, impedindo que o ciclo delas continue. Ressalta-se que sua suplementação deve ser feita com cautela, pois, podem potencializar os efeitos quimioterápicos (DUTRA; SAGRILLO, 2013).

A vitamina A é a primeira vitamina lipossolúvel encontrada e reconhecida, o betacaroteno é o carotenoide mais potente para a formação dessa vitamina, ela confere proteção contra os diversos tipos de tumores em animais. O mecanismo envolvido na carcinogênese ainda é incerto, mas, sua ação vem sendo reconhecida, pois ela bloqueia a fase inicial, atua na promoção da gênese do tumor, regula a diferenciação celular e previne aumento de células (ROHENKOHL; CARNIEL; COLPO, 2011).

A vitamina C atua inibindo o processo da carcinogênese e paralisando as espécies reativas de oxigênio que lesionam o DNA, além de impossibilitar a formação de nitrosaminas in vivo a partir de nitratos e nitritos usados como conservantes. Evidências bioquímicas e fisiológicas sugerem que a vitamina C neutraliza os radicais livres pela sua ação de antioxidante e inibindo a formação de compostos N-nitrosos, causando proteção contra o processo carcinogênico (ANTUNES; SILVA; CRUZ, 2010). Da mesma forma que a vitamina C, a vitamina E pode atuar sobre o sistema imunológico aumentando a resposta imune (SGARBIERI; PACHECO, 2010).

10

Quadro 1. Síntese dos estudos avaliados quanto às associações encontradas para a suplementação vitamínica (E, A, C) e efeitos colaterais do tratamento quimioterápico antineoplásico.

REFERÊNCIA AMOSTRA VITAMINA MÉTODO QUANTIDADE UTILIZADA CONCLUSÃO

Antunes et al.

(2010) Levantamento

Bibliográfico E, A, C Via oral Não informada A ingestão elevada de antioxidantes está associada com risco reduzido de câncer gástrico, em inibição do tamanho do tumor e regressão das lesões pré-cancerígenas.

Ahmed et al. (2011) N=50 C Via oral 100 mg/kg para ratos. A associação de antioxidantes preveniu o número de células apoptóticas em tecidos testiculares de ratos que receberam tratamento com a cisplatina.

An et al. (2011) In Vitro C Via oral 100 μg/ml Aumenta a apoptose de células humanas de câncer de cólon tratadas com a cisplatina.

Golveia et al.

(2011) N= 62.609 homens e 70.554 mulheres E, A, C Via oral Vitamina A: 900 mg/dia para homens e 700 mg/dia para mulheres (ambos acima de 14

anos de idade); β-Caroteno : 10 mg/kg para ratos.

Vitamina C: 90 mg/dia para homens e 75 mg/dia para mulheres (ambos acima de 19 anos de idade);

Vitamina E: 15 mg/dia para homens e mulheres (ambos acima de 14 anos de idade). A incidência de tumores de colón induzidos em ratos foi diminuída pela administração apenas de β-caroteno, essas concentrações se assemelham as concentrações de carotenoides em humanos. Vitamina C age provocando a quelação de radicais livres e inibindo a formação de nitrosaminas in vivo. Vitamina E é reconhecida como a melhor bloqueadora de radicais livres em membranas.

Fuchs-Tarlovsky et al. (2011) N= 103 E, A, C Via oral β-Caroteno: 4,8 mg;

Vitamina C: 200 UI; Vitamina E: 200 UI. A suplementação de antioxidantes reduziu o estresse oxidativo em particular no que diz respeito à proteína e manteve os níveis de hemoglobina; situação que permite uma melhor qualidade de vida em pacientes suplementados.

Fulan et al. (2011) Levantamento

Bibliográfico A, C Via oral Acima de 1000 mg/dia ou mais que cinco porções de frutas, legumes e verduras/dia O consumo de vitamina A parece reduzir o risco de câncer de mama; o consumo elevado de vitamina C parece ter um papel protetor, mas os resultados ainda são inconclusivos.

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Rohenkohl et al. (2011) N=30 E, A, C Via oral Vitamina A: 700μg para mulheres e 900μg para homens (ambos

acima de 20 anos de idade);

Vitamina C: 90 mg/dia para homens e 75 mg/dia para mulheres (ambos acima de 20

anos de idade);

Vitamina E: 15 mg/dia homens e mulheres (acima de 20 anos de idade) Considerou que o mecanismo do envolvimento da vitamina A na carcinogênese é incerto, porém sua ação parece ser reconhecida bloqueando a fase inicial e a promoção da gênese do tumor mamário atuando na regulação da diferenciação celular prevenindo aumento de células malignas; a vitamina C tem seu possível mecanismo de ação como bloqueador da carcinogênese e; a vitamina E tem por função em impedir que as células tumorais continuem os ciclos celulares interrompendo-os na fase G1.

Suhail et al. (2012) N=40 C, E Via oral Vitamina C: 500 mg/dia Vitamina E: 400 mg/dia Aumento nos níveis de defesas antioxidantes e redução de danos ao DNA em pacientes com câncer de mama.

Gao et al., (2013) N=60 C Via oral 50 mg/kg e 100 mg/kg para ratos. Efeito protetivo contra anemia induzida pela cisplatina ou diaminodicloroplatina (DDP).

Abou-Zeid, (2014) N=30 C Via oral 12 mg/kg para ratos albinos. Atenuação da hepatotoxicidade causada por 5- fluorouracil (5-FU) em camundongos. Efeito protetivo da vitamina C.

Chen et al . (2014 ) N=6 C Via oral 200 mg/kg e 1000 mg/kg para ratos. Reduz os efeitos adversos em camundongos portadores de câncer de pulmão tratados com cisplatina, sem comprometer a eficácia da droga.

Al-Asmari et (2015) al. N=24 C Via oral 500 mg/kg para ratos. Redução da toxicidade gastrointestinal em ratos tratados com o antineoplásico.

Swamy et

(2015) al. N=30 C Via oral 20 mg/kg para ratos. Efeito cardioprotetor na toxicidade do miocárdio induzida pela doxorrubicina em ratos.

Al-Asmari et (2016) al. N=24 C Via oral 500 mg/kg para ratos. Atenua a geração de radicais livres e mediadores inflamatórios pela droga. Redução da toxicidade hepática de ratos.

Lee et al. (2016) In Vitro C Via oral Não informada Promove proteção para a célula e tecidos contra efeitos do estresse oxidativo, reduzindo a concentração intracelular de EROs ou acelerando o metabolismo oxidativo por via próoxidante, ajudando a inibir a proliferação de células tumorais, mas não em células normais.

Em relação às vitaminas E, A e C 13 autores, conforme a Quadro 1, avaliaram diferentes dosagens para estabelecer seus respectivos efeitos. Como resultados obtiveram melhor qualidade de vida (FUCHS-TARLOVSKY et al., 2011); aumento da apoptose (AN et al., 2011); diminuiu a incidência de tumores e quelação de radicais (GOLVEIA et al., 2011); papel protetor, redutor e bloqueador (ROHENKOHL et al., 2011; FULAN et al., 2011; AHMED et al., 2011); redução de danos ao DNA (SUHAIL et al., 2012); proteção contra anemia (GAO et al., 2013); atenuação da hepatotoxidade (ABOU-ZEID, 2014); redução dos efeitos adversos em câncer de pulmão (CHEN et al., 2014); redução da toxicidade gastrointestinal (AL-ASMARI et al., 2015); efeito cardioprotetor na toxidade do miocárdio (SWAMY et al., 2015); atenuação de mediadores inflamatórios (AL-ASMARI et al., 2016). Para esses resultados foram utilizadas dosagens que variavam de 4,8mg/dia até 900mg/dia ou 200 UI.

No entanto outros autores obtiveram aproximadamente os mesmos resultados, apesar de não estabelecerem as dosagens utilizadas (Quadro 1). Observando a redução do risco do câncer, regressão das lesões e efeito do tamanho do tumor, efeito anticarcinogênico e atuação sobre o sistema imunológico (ANTUNES et al. 2010; LEE et al. 2016).

Sobressai-se na literatura a quantidade de artigos citando um clássico no tocante a antioxidantes e antineoplásicos: a suplementação de vitamina A (3000 UI) e vitamina E (70mg de acetato a-tocoferol). Associada à uma taxa de redução no tumor em torno de 50%, incluindo 10% de remissão total, a média de sobrevida foi de 12,3 meses para pacientes que receberam suplementação. Em outro estudo administrando 1600 UI/dia de α-tocoferol após 72 horas do início da quimioterapia resultou em 69% de pacientes que não desenvolveram alopecia (SANTOS & CRUZ, 2001).

A vitamina C ganha destaque em todas as publicações analisadas no presente estudo, enquanto as vitamina A e E predominam em apenas 5 dos 15 artigos. A maioria dos autores endossa o potencial uso desses antioxidantes concomitante à quimioterapia e seus efeitos positivos, porém, não estabelecem os mecanismos de ação e as dosagens segura e efetivas para prevenção e/ou atenuação dos efeitos colaterais causados pelas drogas.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos trabalhos analisados, observamos que a suplementação das vitaminas E, A e C apresenta benefícios na atenuação dos efeitos colaterais desencadeados pelos agentes antineoplásicos em pacientes oncológicos. No entanto, apesar dos resultados promissores, a literatura a respeito desse tema ainda é escassa. Ainda se faz necessário elucidar tais benefícios em relação direta às diversas formas vitamínicas e respectivas dosagens, frequência, vias de ação e riscos associado afim de que se possa estabelecer uma recomendação segura e efetiva.

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